Mais do que um texto sobre encerramento de atividades, este é um texto de pura gratidão. Gratidão por todas as palavras de ânimo, de engrandecimento, e também àquelas que nos fizeram rever erros para no futuro acertarmos!

O que realizamos parece o "fim" de um ciclo, mas é o começo de nossas atividades na Museologia, a área de conhecimento pela qual nos encantamos. E como futuros museólogos, sabendo as mazelas e alegrias da profissão, gostaríamos de agradecer a cada um de vocês que se disponibilizou a conhecer o trabalho pelo qual batalhamos para que desse certo.

Vocês nos realizaram!

Obrigado a todos. Aos familiares, namorados(as), amigos(as) que nos apoiaram, nos deram força e entenderam nossos "momentos ruins". Aos nossos professores pelas orientações! A vocês pelo apoio e divulgação!


Meses de preparação e planejamento unido com muito esforço físico e mental resultaram nessa exposição maravilhosa sobre cinema de terror. Cada visitante que recebemos foi um enorme presente e honra para o nosso trabalho. Um agradecimento ainda maior para os que nos retornaram na nossa pesquisa de publico, que serviu para conhecermos melhor o nosso público e aprender como é o a interação entre indivíduo e a exposição.

Muita gratidão e....
Não tenha medo do escuro!


O casal de americanos Ed e Lorraine Warren são famosos por serem os responsáveis por reportar os casos mais famosos de possessão demoníaca e assombrações. Começaram apenas investigando e registrando atividades paranormais em casas, até que um dia se comoveram com um fantasma de uma garotinha que procurava todos os dias pela sua mãe. Resolveram estudar para encontrar uma forma de ajudar esse e outros espíritos.
Participaram de mais de 4 mil casos e fundaram a The New England Society For Psychic Research (A Sociedade Nova Inglaterra para a Pesquisa Psíquica). Acumularam uma série de objetos dos seus casos e fundaram um museu na sua própria casa. Muitos de seus casos se tornaram filmes de terror, o mais recente sendo o famoso caso da boneca Anabelle. De acordo com os Warrens, em 1968, duas colegas de quarto reivindicaram sua boneca foi possuído pelo espírito de um jovem menina chamada Annabelle Higgins. Os Warrens levaram a boneca, dizendo aos companheiros de quarto que estava "sendo manipulados por uma presença desumana", e colocá-lo em exposição no "Museu oculto" da família. O filme de 2014, Annabelle, dirigido por John R. Leonetti, foi vagamente baseado na história real.
O museu de objetos dos casos que o casal investigou ainda está aberto a visitações. Comprando o ingresso pela internet você ainda tem direito a jantar com Lorraine Warren. Entretando ela insiste que quando entrar na sala que ela guarda os objetos não toque em nada, pois a energia negativa e até mesmo o espírito pode passar para você. Toda semana um padre vai até o local benzer e rezar pelas almas.


Ao contrário de seu marido, Lorraine desenvolveu poderes psíquicos e conseguia interagir e vê-los. Porem, a maioria dos rituais ainda era Ed quem realizava. Eles precisavam comprovar os casos antes de fazer qualquer tipo de exorcismo e convocavam a igreja. Porém havia casos mais urgentes em que eles mesmos tentavam resolver. Para ver os casos mais assustadores acesse este link. Lorraine continua fazendo investigações paranormais e faz participações em muitos programas de TV.
Para saber mais assista o vídeo do Canal Assombrado:

Todos nós conhecemos pelo menos um tipo de museu, seja de arte, ciência, história natural, ou espaço cultural De fato, essas tipologias de espaços buscam evidências de fenômenos sociais, civilizatórios, culturais e afins, buscando resgatar e comunicar tais objetos e histórias.
Porém, hoje, falaremos dos museus destinados ao bizarro, mórbido, e macabro! E o mundo está repleto deles espalhados por aí, como:

1. Catacumbas dos Capuchinos - Palermo, Itália

Localizado abaixo de um cemitério do século XVI, é um espaço que contempla 8.000 corpos mumificados, de indivíduos que morreram entre os séculos XVII e XIX. Os corpos ficam expostos nas paredes ao longo do percurso, numa espécie de tributo aos que se foram.

Fonte: http://segredosdomundo.r7.com/


2. Mütter Museum - Pensilvânia, EUA
Criado em 1858, o museu conta com um acervo sobre anomalias médicas, como fotos de pacientes doentes e com anomalias incomuns, cérebros expostos de assassinos e epiléticos. Também possui uma área destinada a crânios, um molde de gesso dos gêmeos siameses Chang e Eng, e um esqueleto de um suposto "homem gigante". Existe ainda, alguns frascos expostos com criaturas supostamente humanas.

Fonte: http://weirdus.com/

Fonte: http://jerseykids.net/

Fonte: http://muttermuseum.org/



3. The Vent Haven Ventriloquist Museum – Kentucky, EUA

Conhecido como o único museu que conta a história dos ventríloquos, o espaço possui um acervo com 700 peças, ou seja, marionetes, sentadas, encarando o visitante. Vai encarar?

Fonte: http://cincinnatiusa.com/


4. Museu das Múmias - Guanajuato, México

Como as Catacumbas, o museu também expõe corpos mumificados de homens, mulheres e crianças, com rostos expressivos. Porém, com uma história bem diferente. Estes corpos são fruto do surto de cólera na região em 1853, em entre os anos 1865 e 1958, estes cadáveres foram retirados do local por motivos financeiros, já que não podiam pagar os impostos. 

Fonte: http://obviousmag.org/
 Fonte: http://epocanegocios.globo.com/
                                                Fonte: http://www.depoisdecasada.com.br/


5. Museu Dupuytren - Paris, França

Aberto em 1835 por um anatomista parisiense, o museu contem um acervo de 6.000 peças, dentre elas crânios, órgãos humanos, fetos e esqueletos, buscando mostrar as anomalias médicas. Na exposição, encontram-se, por exemplo, gêmeos siameses e fetos que nasceram com o intestino exposto.

Fonte: http://www.topito.com/
                                    Fonte: https://couponbomb.wordpress.com/


Referência: http://www.jornalciencia.com/top-9-museus-mais-assustadores-do-mundo/


                                    

Contrariando um ambiente infiel a produção artística, devido a crise do pós-guerra e a má fama que a Alemanha estava cultivando no cenário mundial, o Expressionismo Alemão foi um grande destaque no cinema. Como vimos na postagem anterior (que você pode acessar clicando aqui), esse estilo pode ser resumido pelo uso exagerado dos gestos e maquiagem e distorção dos recursos de câmera. Tudo isso para exibir nas telas os sentimentos que aquela nação vivia. A primeira metade do século XX foi de grandes produções no cinema de terror focado em monstros da mitologia européia e acidentes nucleares. Usando a fantasia, os cineastras despertavam questões que a sociedade não discutia publicamente, com elementos obscuros de uma população marcada pelo autoritarismo da estrutura monárquica imperial e dos anos de guerra, quando a miséria e a opressão atingiram toda a sociedade.

Cena do filme; O Gabinete do Dr. Caligari.

Uns dos primeiros filmes foi "O Gabinete do Dr. Caligari", de Robert Wiene. No filme, temos um show de aberrações onde um médico apresenta um sonambulo que é manipulado para surpreender a platéia. Porem o médico é capaz de induzir o sanambulo a tudo, inclusive a crimes. Não se pode tirar um conceito concreto da trama, algo tão simples de ser explicado. Mas podemos compreender que a população estava a muito tempo sofrendo com regimes totalitários e a manipulação do médico sobre o sonambulo poderia indicar isso. O cinema, desde aquela época, ia além de uma forma de prazer. Também levantava criticas sociais. Utilizando exageradamente cores e contrastes, abordando preferencialmente temáticas como solidão e miséria, o expressionismo reflete a angústia e a ansiedade que dominavam os meios artísticos e intelectuais alemães nos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial.

Contrariou os movimentos positivistas que surgiam pela Europa, dando mais ênfase aos sentimentos internos do artista do que ao cenário que era idealizado a sua volta. Por isso fazia-se uso de gestos exagerados e o cinema mudo dava mais oportunidade a esses elementos serem trabalhados do que o cinema atual, por conter menos diálogos e mais expressões corporais. Ao contrário dos estilos renascentistas, clássicos e neoclássicos, não produzem uma visão de sociedade perfeita ou desejável, mas dão vazão aos sentimentos reprimidos, à angústia e ao deslocamento do artista em relação à sua sociedade.

Além do cinema, tiveram produções em outros meios artísticos, mantendo os mesmo elementos. Na pintura expressionista envolvia o uso estático da cor e a distorção emotiva da forma, tratando também do aspecto profundo, divino e imperceptível das coisas. Na literatura temos Franz Kafka, apontados por alguns como expressionista, usando recursos como a escrita clara e da ironia com a expressão lírica. Esses elementos que podemos continuar vendo nos catarses dos filmes da época.

Cartaz do filme Nosferatu

O Expressionismo Alemão começou o seu desfecho com a estréia do filme Os Nibelungos. Colocando em cena um grande conto para a nação alemã, o filme apontava esperança e superação na sua trama. O enredo começa com a forja de um anel mágico e que vários personagens tentam possuir ele, mostrando o que a ambição pelo poder pode provocar no indivíduo. Colocando na história vários personagens da cultura escandinava e e germânica, incluindo Wotan, chefe dos deuses, que também pode aparecer com o nome de Odin em outras histórias. O estado social também apontava para uma esperança emergente. Os alemães estavam começando a sair da crise e sistemas liberais estavam assumindo o poder, pelo menos era o que se pensava naqueles dias sobre o que viria a se torna.

O dragão morreu e a história poderia ter um final feliz. Foi perdendo espaço para os filmes e as propagandas nazistas. Que baniam e censuravam inúmeras produções e sufocavam a liberdade artística.

Como diria o historiador Wolney Malafaia,

"Os fantasmas que foram despertos e os monstros que assombravam os alemães nos primeiros anos do pós-guerra, apareceram primeiramente nas telas para depois ganhar vida no mundo real."


Recomendação Bibliográfica:

EISNER, Lotte H.  A tela demoníaca. As influências de Max Reinhardt e do Expressionismo. Tradução: Lúcia Nagib. Rio de Janeiro: Paz e Terra: Instituto Göethe

KRACAUER, Siegfried. De Caligari a Hitler: uma história psicológica do cinema alemão. Tradução: Tereza Ottoni. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor



Paulista, 35 anos, formado em Comunicação Social, esse é Claudio Ellovitch. Para além de diretor de cinema, ele também trabalha com animação, como podemos ver no vídeo acima. "Undertaker" é uma animação de horror baseada no personagem Zé do Caixão, vivido por José Mojica Marins, grande mestre do cinema de terror brasileiro.


Ele foi o co-roteirista e diretor de arte da graphic novel "Thtru" e, além disso, gerencia uma loja bem sucedida na Galeria do Rock, em São Paulo, chamada "O Cara dos Quadrinhos". Além das HQs, como o próprio nome da loja já diz, também vende mangás, filmes, esculturas, livros, camisas, enfim... Agora, se o nome da loja faz você lembrar algo: O Cara dos Quadrinhos é um personagem dos Simpsons, o nerd que comanda a loja de HQs de Springfield (O Calabouço do Andróide).


O terror é uma oportunidade para tocar em temas filosóficos e desenvolver uma estética apurada. Ele dá abertura para a gente usar a imaginação e sair do mundano. Está mais ligado ao inconsciente, a sonhos e pesadelos, premissa que me agrada muito. No Brasil, o terror, apesar de não ter sido muito explorado, tem a tradição do José Mojica Marins (Zé do Caixão). Ele é um ícone global. 

Em 2013, foi convidado para ser professor em uma oficina de curta-metragem pela Secretaria de Cultura de São Paulo. O objetivo da oficina era produzir um curta sobre uma lenda urbana da cidade na qual a oficina ocorreria. Foram várias cidades envolvidas e Claudio lecionou em São Caetano do Sul. O resultado pode ser conferido abaixo.


Em 2014, Claudio ganhou um prêmio no 3º Viewster Online Film Festival pelo seu curta "Pray". Esse ano, junto com mais treze diretores, lançou o longa-metragem "13 Histórias Estranhas 2" que estreou oficialmente na XIII Fantaspoa. Atualmente, está envolvido em alguns projetos que ainda estão em segredo. Só nos resta aguardar para ver!


   

Clique nas fotos:


          

            Muitos podem imaginar que se trata de um sentimento moderno, mas a experiência provocada ao assistir a um filme de terror já começa a ser definida na antiguidade ocidental com analises à tragédia grega, e ainda hoje continua a ser estudada por filósofos, psicanalistas e pensadores.
            Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) atribuiu o nome de Catarse ao processo que levava à tomada de consciência com o sentido fundamental de limpeza, purificação, purgação, ao examinar os efeitos da tragédia sobre o espectador, constatando assim sua grande utilidade pública como mediadora de questões e reflexões sociais, numa espécie de “prazer trágico”. Observa-se que os estudos envolvendo a Catarse intensificam-se no século XX amparados em filósofos como Kant e Hegel, que elevam este processo ao campo das artes e da cognição humana.
            Durante a exibição de um filme de terror, emoções e situações são representadas e nós, espectadores, somos capazes de criar reflexões que abarquem questões morais e culturais, como uma elevação de nossa humanidade e singularidade. É uma experiência que nos educa ao estranhamento ou aproximação das práticas sociais de forma que cada indivíduo se enriqueça a partir de suas próprias reflexões e vivencias. Sigmund Freud (1856-1939), psicanalista austríaco funda o ramo psicológico da “Psicanálise” ao observar os resultados que a catarse provocava em pacientes que buscavam a cura para seus traumas.
            Assim, nos empolgamos e procuramos filmes cada vez mais assustadores porque, seguros em nossas poltronas, fantasmas e assassinos não passam de efeitos especiais que conseguimos transformar em conhecimento e na expansão de nossa compreensão sobre o mundo e principalmente a nós mesmos.


ARISTÓTELES. Poética. Tradução de Eudoro de Souza. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1992

BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: dos anos 80 e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 1991

JAUSS, Hans Robert. O prazer estético e as experiências fundamentais da poiésis, aisthésis e kathársis. In: Lima, Luis Costa (org.). a literatura e o leitor. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979a.p. 63-132

REGO, Pedro Costa. Imanuel Kant e o problema da universalidade do belo. In: SEMINARIO INTERNACIONAL ARTE NO PENSAMENTO, 1., Vitória, 2006. Anais
eletrônicos. Disponível em:
http://arte.artenopensamento.org.br/pdf/imannuel_kant_universalidade_di_belo.pdf Acesso em 30 Mar. 2017


VIGOTSKI, Lev Semenovich. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

O primeiro filme que foi considerado o primeiro filme de terror tinha elementos tradicionais do teatro gestual. Mas a produção do século foi tão baixa que às vezes é excluída do histórico do cinema. O filme era O Castelo Assombrado (Le Manoir Du Diable), feito na França em 1896 e dirigido por George Méliés. Não muito diferente dos seus sucessores, trata-se de um vampiro e dois guerreiros que tentam mata-lo para retornar a paz.


A décado de 20 se resumiu no expressionismo alemão. Um um estilo cinematográfico que caracterizou-se pela distorção de cenários e personagens, através da maquiagem, dos recursos de fotografia e de outros mecanismos, com o objetivo de expressar a maneira como os realizadores viam o mundo. Muito teatral e dramático. Ainda caracterizado pelo cinema mudo. Se concentrava no fantástico e no mistério, com histórias simples que duravam um pouco mais de uma hora.

Nosferatu, Alemanha, 1922, Diretor. F.W. Murnau

Seguindo pela década de 30, os filmes de terror foram produzidos tomando por base histórias e lendas européias sobre vampiros, cientistas loucos e aristocratas insanos, tendo como principais figuras os mitológicos Drácula e Frankenstein, das clássicas obras de Bram Stoker e Mary Shelley, respectivamente.

A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankenstein), EUA, 1935, Diretor James Whale

Com a era atômica, essa arte não poderia fugir muito do medo da realidade. As pessoas estavam sendo atormentadas com uma possível guerra nuclear e os efeitos da radiação. Os filmes dos anos 50 passaram a ter também uma temática científica e sobrenatural, com monstros do pântano, radioativos, experiências de médicos loucos e totura.

A Bolha Assassina (The Blob), EUA, 1958, Diretor Irvin Yeaworth

Os anos 60 foram uma época extremamente fértil para as produções do gênero, no Brasil tivemos o surgimento do nome que se tornaria um marco da cinematografia nacional: José Mojica Marins, mais conhecido pelo nome de seu principal personagem, Zé do Caixão. Em filmes como À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver (1966) e O Despertar da Besta, o mestre Mojica apavorou toda uma geração de expectadore. Nos anos 70, foi duramente perseguido pela censura, como vocês podem ver na nossa postagem mais antiga clicando aqui.

Os filmes de possessão tiveram seu auge nos anos 70. Onde demônios tomavam posse de corpos de pessoas inocentes e perturbavam a família e a região. Também filmes como Carrie, a Estanha, onde a pessoa desenvolvia poderes sobrenaturais e se vingava dos que a perturbaram. Nesses casos eram sempre histórias onde espíritos e demônios atormentam as mentes de suas vítimas, tornando-os reféns de alucinações e atitudes inimagináveis.

A década de 80 marcou a ascensão dos "slashers" ou "splatters", filmes geralmente de baixo custo, onde havia um maníaco correndo atrás de jovens seminuas. A principal referência destes filmes é o Sexta-Feira 13. Cenas cheias de sangue e de perseguição, com conteúdo clichê e que veio a se tornar ícone dos filmes de terror.

Grandes projetos que apostavam em temas diversos, porém com maior foco a história e clima de tensão contrapondo a época anterior sangrenta. Nas décadas mais modernas a produção inovadora foi a dos falsos documentários. Filmes de baixo orçamento, como a Bruxa de Blair que veio a ter uma regravação recentemente e REC, onde simulavam cenas onde o personagem segura a câmera e não mais um cenário artificial. Esse gênero foca em provocar o medo pelo desconhecido e cenas súbitas, onde raramente a assombração é de fato apresentado no filme, sugerindo que vai sempre acontecer algo de ruim logo em seguida, mas deixando sempre o expectador no suspense.

           Durante boa parte do século XIX era evidente que o Estado intervia nas manifestações artísticas a fim de controlar a população, determinando sem consulta-lo o que o público deveria ou não assistir. Os filmes de terror, tanto os nacionais quanto internacionais, foram um grande alvo da censura por conter cenas tidas como inapropriadas, pois naturalmente incluíam nas suas cenas práticas de crimes e muita violência, dois dos itens que eles mais perseguiam. Outros filmes que mostravam elementos preconceituosos sobre o Brasil, como “O Holocausto Canibal” do diretor Ruggero Deodato, foram impedidos por degradarem a imagem nacional. Esse filme em específico se passava na floresta amazônica e mostrava os índios brasileiros desumanizados e agressivos. Além disso ele se desdobrou em várias repercussões polemicas. Para contornar a censura, diretores de cinema dirigiam obras de outros gêneros e buscavam fazer cenas cada vez mais distintas. Filmes de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, foram censurados e até banidos dos cinemas. Alguns filmes esperariam muito tempo para serem liberados, como “O Massacre da Serra Elétrica”, que aqui esperaria a sua estreia por 13 anos!
            Em tempos de democracia, as mesmas cenas de filmes de terror continuam, não mais censurando, porém, determinando orientação de restrições de assistência por faixa etária, variando de acordo com o seu conteúdo. Mesmo assim filmes com conteúdo extremamente agressivos ficam proibidos, não somente no Brasil, mas também em vários países, como no caso dos dois filmes de “Centopeia Humana”, filme de terror trash, no qual um médico tem a obsessão de mutilar e torturar pessoas vivas. A recomendação é determinada de acordo com o conteúdo do filme; o quão sanguinário e violento são as suas cenas e se tem nudez, indicações ou sexo propriamente dito no conteúdo. A maioria dos filmes de Terror recebem a recomendação de 14 anos e os mais violentos, como Jogos Mortais 3 (2006), recebem a recomendação de 18 anos.

Para você os filmes deveriam ser classificados dessa maneira? Deveriam ser proibidos? A arte deve ter um limite? Ou ela deve ser exercida em total liberdade? Essas perguntas continuam sendo debatidas desde o começo da história da produção de filmes de terror.

Bibliografia:

Simões, Inimá. Roteiro da Intolerância: a censura cinematográfica no Brasil - São Paulo: Editora SENAC, 1999

Durante boa parte da nossa história, esses indivíduos particulares vagam pelas ruas. São pessoas aparentemente normais, geralmente muito articuladas, simpáticas, e que não transparecem a obscuridade que habita em suas mentes.
Comecemos por definir psicopatia. Esse transtorno, também conhecido como Comportamento Antissocial, é caracterizado por diversos fatores, como: incapacidade para manter relacionamentos; propensão a culpar os outros ou racionalizar suas ações como forma de justificativa; demonstram pouco ou nenhum remorso, desrespeito a autoridade e as leis; abuso de drogas lícitas e ilícitas; etc. É um assunto estudado em diversas áreas, como na Sociologia e na Psiquiatria, desse modo, não se sabe ao certo a sua causa, mas existem vários fatores que podem levar o indivíduo a conduta antissocial, como abuso na infância, violência, questões hereditárias e biológicas, humilhações, e até acidentes com lesões na cabeça.
Porém, há uma diferença entre o psicopata e o serial killer (assassino em série). O psicopata/sociopata nem sempre chegará à um extremo e cometerá crimes, já o assassino, como o próprio nome diz, mata e forma descontrolada, nega toda e qualquer relação com o ser humano, o tratando como um objeto, seja para aliviar o estresse, as frustrações, os traumas e afins. Historicamente, temos alguns nomes notórios no âmbito dos assassinos em série, como:


1. Jack, o estripador
Fonte: https://pt.wikipedia.org/
Responsável pelo assassinato de prostitutas na área de Whitechapel, durante o ano de 1888, em Londres, Jack nunca teve sua identidade revelada. Entretanto, se tornou um dos assassinos seriais mais famosos da história. Suas vítimas tinham os órgãos internos removidos de maneira praticamente cirúrgica.


2. Ed Gein

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Fonte: http://murderpedia.org/

Este cruel assassino foi usado como base para a construção do personagem “Bufallo Bill”, do filme “O silêncio dos inocentes”. Ed Gein não só matava, como também removia a pele de suas vítimas, exumava corpos e decorava a casa com partes dos cadáveres. A pele dos mortos também era usada para fazer roupas e móveis. Ed Gein morreu em 26 de julho de 1984, em um hospício.


3. Charles Manson


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Fonte: http://allthingscrimeblog.com/
Líder de uma seita hippie em São Francisco, a depois conhecida "família Manson", em 1967, abrigava pessoas que se revoltavam contra os pais ou possuíam problemas emocionais muito profundos. Através de sua aura carismática, acolhedora e o constante uso de ácido lisérgico ou LSD, convenceu os membros de seu clã a cometer uma série de crimes, como furtos e assassinatos de pessoas mais abastadas. Porém, seu ato mais notório, foi o assassinato de Sharon Tate, esposa de Roman Polanski. 


4. John Wayne Gracy

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Fonte: http://www.keywordsuggests.com/


Em 1978, a polícia de Illinois, Chicago, efetuou uma busca na casa n° 8975 da West Summerdale Avenue, interrogando seu morador, John Wayne Gacy, palhaço amado e muito querido pelas crianças da cidade, o tipo de pessoa, pensava-se, que dificilmente cometeria algum crime. Erro fatal. Antes de ir embora, um dos policiais estranhou um cheiro desagradável na casa; "É só um entupimento nos canos de esgoto", alegou Gacy. Mas como havia pessoas desaparecidas na região, uma das quais sabia-se conhecer Gacy, a polícia investigou mesmo assim. Quando Gacy percebeu que seria pego, entregou-se e revelou o paradeiro dos corpos enterrados em seu porão. Gacy desenhou uma planta do porão, apontando onde se encontrava cada corpo, inclusive de alguns que ele já não mais lembrava os nomes e ainda revelou que havia jogado alguns corpos num rio local. Foram encontrados os restos de mais de vinte e nove garotos entre nove e vinte e sete anos, com sinais de tortura, violências sexuais e estrangulamento.


5. Ricardo Ramírez


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Fonte: http://www.thefamouspeople.com/
Nos anos 80, os moradores do estado da Califórnia, EUA, tinham um motivo para não se sentirem seguros nem dentro de suas próprias casas. O serial killer Richard Ramírez estava à solta e a cada dia aumentava seu número de vítimas invadindo casas à noite, estuprando, esfaqueando e desenhando símbolos satânicos nos corpos deixados. Conhecido como "Perseguidor da Noite", foi declarado culpado de 13 homicídios e mais de 30 outros crimes, levando cidades, principalmente Los Angeles, ao estado de pânico.



Referências:
  1. "Transtorno de Personalidade Anti-Social" - Airana Moura, Ana Ramos e Diana Wertheimer.
  2. http://www.megacurioso.com.br/policia/37598-9-serial-killers-mais-famosos-do-mundo.htm
  3. "Comportamento Antissocial: uma avaliação a partir da agressividade, personalidade e psicopatia." - Germano Gabriel Lima Tavares, 2014.
  4. https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Wayne_Gacy
  5. http://oaprendizverde.com.br/2013/06/13/morre-richard-ramirez-o-perseguidor-da-noite/
  6. http://gshow.globo.com/programas/dupla-identidade/Extras/noticia/2014/10/conheca-a-historia-do-serial-killer-que-aterrorizou-a-california-nos-anos-80.html

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

São muitos os exemplos de célebres livros que, pelas mãos de diretores e produtores nem tão célebres assim, acabaram por se tornar roteiros adaptados no cinema que geraram uma grande frustração para os fãs mais assíduos, e até mesmo para o grande público num geral. E a lista é extensa.

Porém, há um exemplo a ser tratado de um caso específico em que o próprio escritor - aclamado pela forma com que lapida suas personagens e as constrói a partir de memórias e acontecimentos passados, praticamente sem conexão, mas que definem toda a sua trajetória e carregam de verossimilhança as ações das personagens – disse na estréia e reafirmou até mesmo em sua última entrevista que não enxergava sua obra literária naquele filme, tampouco o fato daquele ser um bom filme, além de uma espetacularização visual. 

(O Iluminado, 1977)

Falamos aqui de Stephen King. Escritor norte americano que se dedica ao gênero do terror e ficção, nono colocado na lista de autores mais traduzidos do mundo, conta com dezenas de obras adaptadas ao cinema, como Carrie (1976), Conta Comigo (1986), O Apanhador de Sonhos (2003), O Nevoeiro (2007), diz ter rompido sua relação com o diretor Stanley Kubrick durante as gravações do filme O Iluminado, filmado em 1980. O escritor não acreditava nos métodos de Kubrick, que o ligava incessantemente às madrugadas para questões pessoais como Deus e política, nem nas alterações que fizera em seu livro, tornando-o um “surto visual”. 

O filme sofreu inúmeras e potentes críticas devido a sua infidedignidade para com a obra de King, caindo assim no limbo das locadoras, e lá permanecendo por muito tempo. Porém, há não muito tempo atrás, o filme foi ganhando espaço no meio artístico visual e adquirindo cada vez mais o selo de cinema cult, até hoje ser visto como uma obra consagrada de um grande diretor que tem em sua assinatura o experimentalismo extremo.

Mas será que o filme de Kubrick atingiu de fato o mesmo patamar da obra literária de Stephen King? Teria O Iluminado apenas seguido o movimento da carreira do diretor e ascendido se apoiando em seus demais filmes e em seu caráter excêntrico?

Stanley Kubrick, cineasta, roteirista, fotografo e produtor norte americano, ganhador de cinco prêmios Oscar, produziu e lançou seu primeiro longa metragem aos 25 anos e dirigiu um total de treze filmes até sua morte, em 1999. Filmes com cenas que nos marcam para sempre, seja pelo romance e sensualidade (Lolita, 1962), pela aversão ao nosso próprio reflexo futuro (A Laranja Mecânica, 1971), ou por um panorama geral da civilização humana, do momento em que nos distinguimos do meio natural até a nossa superação pelas máquinas (2001: Uma Odisséia no Espaço, 1969). O que lhe movia era a experimentação – como dito lá em cima – as tomadas sem pressa geram filmes longos que parecem não ter a preocupação em se “gastar rolo de filme”, fotografias e enquadramentos que às vezes nos dizem mais que o próprio diálogo e nos colocam ali, dentro da cena, observando como intrusos.

(O Iluminado)
E não seria diferente, nem menos intenso, em O Iluminado. Kubrick sempre assumiu ser um grande fã do trabalho de Stephen King, sendo assim, como criador e criatura, Stanley Kubrick tem sim algum direito sobre a história da família Torrence, como nós temos o direito de zangar quando a continuação de nossa série favorita começa a afundar...

Nesse sentido, ambas as obras, filme e livro, representam pontos de vista diferentes da mesma história, uma com o narrador distante, que conhece as personagens melhor que elas mesmas, e outra onde nos encontramos perdidos dentro do enredo e tudo – ou nada – é esperado.

ASSIMILANDO DIFERENÇAS

A história trata de Wendy, Jack e Danny, a família Torrence, que segue um padrão de vida simples após Jack, o pai, perder seu emprego como professor universitário após uma cena violenta que se envolve com um aluno e frustrar-se cada vez mais com seu sonho de ser escritor, além de lutar incessantemente contra seu vício em bebida. Wendy, sua esposa, é no presente momento submissa ao marido – sem nunca deixar de amá-lo - e ali passa a refletir sobre como idealizara a o casamento e os rumos que sua vida havia tomado. Wendy dedica todo seu tempo a casa e ao filho do casal Danny, uma criança solitária, visivelmente carente e ao mesmo tempo traumatizada pela figura paterna devido à agressividade de Jack, que num passado não muito distante, fere gravemente a criança, deixando para sempre uma fissura entre a família, afastando-o de Wendy e Danny. Tais explicações parecem cruciais para o entendimento da história, porém elas – e muitas outras – se dão apenas no livro de Stephen King.

Livro e filme se juntam pela primeira vez depois de muitas páginas já folheadas da obra literária e é no momento em que Jack Torrence é contratado para passar uma temporada no Hotel Overlook, e está ai a maior diferença entre as obras, o papel do hotel na trama, como um personagem que afeta diretamente as personagens ou como simples plano de fundo para os tormentos e frustrações materializarem-se em ações horríveis dentro da própria família.

(O Iluminado)
A cena inicial do filme retrata sem pressa alguma a família Torrence de mudança para o Overlook, onde Jack consegue um emprego de zelador do hotel que se encontra fechado durante alguns meses do ano devido à neve. Assim, Wendy vê nesse momento uma espécie de aproximação para a família, um bom lugar para Danny – e seu amigo imaginário Tony – e Jack como uma possibilidade para voltar a escrever. Neste hotel, um crime terrível havia acontecido. Sangue. Assassinado. Bebida. Festas no saguão. A partir daí, com as três personagens isoladas, é que são dadas as principais diferenças visuais e no roteiro, e que fizeram King abandonar totalmente o projeto e Kubrick levá-lo totalmente a sua maneira.
O desenrolar da história perpassa um tal quarto 237, que não deve ser aberto, como se algo de muito ruim lá se escondesse. Durante os passeios de Danny de triciclo pelos amplos corredores do Overlook é que essas entidades paranormais começam a se manifestar, e a presença de Tony, seu amigo imaginário, tornam-se cada vez mais freqüentes e assustadoras para a criança. Danny assim é um “iluminado”, alguém que pode sentir os sinais deixados nos lugares tempos atrás, tornando-o o mais sóbrio sobre aquilo que se passa no hotel. As cenas envolvendo Danny são extremamente chocantes, envolvendo crianças mortas e corredeiras de sangue, diferente da sutileza de Stephen King, que coloca apenas alguns sinais a serem investigados em conjunto com o passado de cada personagem.

(O Iluminado)

A sanidade de Jack também é escrachada nas cenas de Kubrick, onde até mesmo um labirinto é construído no Overlook, cenário crucial para o andamento do filme, mas que simplesmente não existe no livro. Stanley Kubrick fez questão ainda de alterar a cor do fusca dirigido por Jack, de vermelho para amarelo, a bebida servida no hotel, antes Martine e no filme Whisky Bourbon, além da importância da máquina de escrever, como se este fosse um objeto vivo com que Jack compartilha sua queda rumo a completa insanidade. As diferenças não param por ai, mas são diferentes de outras histórias adaptadas ao cinema em que simplesmente fazem-se cortes nas cenas presentes no livro para que o tempo se encurte. Não. Kubrick nos dá a sua imaginação sobre a obra de King, ele busca analisar outros fatos, o desenrolar de traumas passados.

Nos minutos e páginas finais é que a entidade do Hotel Overlook se manifesta, onde no livro de Stephen King, ele é o próprio vilão da história, um lugar aterrorizante que amaldiçoa qualquer pessoa que o habite, fazendo que cometa atos horríveis - como matar entes da própria família - e manifestar-se no corpo das personagens que tomam consciência daquilo que ali se passa.  Para Kubrick, o filme apresenta um drama muito realista, onde família frustrada, com um pai atormentado que lentamente se afunda em sua loucura, que vê fantasmas e justifica suas ações de forma fria e calculista, e sua esposa, violentada, pacificada pelos anos de casamento, cansada de sua estagnação. Ai o hotel desempenha simples papel de ambiente que desperta essa loucura. É por essa diferença de ponto de vista entre os autores que, no livro, o Hotel Overlook é queimado e destruído para que não ofereça nenhum mal, ao contrário do filme, onde o mal termina com a morte de Jack Torrence.

Sendo assim, esperamos que esta breve análise não sirva de base para cinéfilos e leitores assíduos, pois leituras muito mais profundas ainda podem ser extraídas do livro e do filme, mas que toque aqueles que assistiram ou leram apenas uma das obras para que sintam interesse em ter uma visão mais ampla desta incrível e aterrorizante história além de se aprofundar sobre o trabalho destes dois grandes artistas.

(O Iluminado)
Mas e você, é King ou Kubrick?
Não tenha medo do escuro...

    Sinopse: Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os reponsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas, certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade - "Jane Doe", no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo.

  O filme é baseado em fatos reais onde muitos corpos chegam ao necrotério, sem identificação e são arquivados por não conseguirem identificar a causa da morte. O enredo foca no trabalho do pai e do filho legistas que trabalham sobre um corpo encontrado em uma cena de crime, mas que não parece ter relação com o ocorrido. Ambos então começam a autópsia da moça, encontrando de cara várias contradições quanto a sua identidade e sua morte: o corpo aparenta estar intacto, embora ela obviamente não ter tido uma morte recente. Não há marcas expostas de nenhum ferimento, mas seus pulsos e tornozelos estão quebrados. Não há explicação para os ferimentos da moça ou para os detalhes apavorantes que eles encontram dentro do cadáver. Quanto mais a dupla se aprofunda na autópsia e a noite passa, mais provas assustadoras que algo sobrenatural está acontecendo aparecem. 

  Tem grandes efeitos especiais e técnicas de maquiagem ultrarrealistas, disfarçando as cenas onde corpos, que seriam bonecos, são abertos e simulando o mais próximo da realidade. Também é bem importante falar que a ambientação é bem trabalhada e contribui para o resultado final. 

Estreou em 2016 em muitos países, mas no Brasil só chegou aos cinemas em 4 de Maio.



Sinopse por Adoro Cinema.

O artigo "O medo contemporâneo: abordando suas diferentes dimensões" de Luciana Oliveira dos Santos foi um dos textos usados na elaboração da nossa exposição curricular. Esse trabalho fala sobre o os perfis que o medo adquire no cenário da cultura humana. Interpretando-o como ele foi construído e interpretado ao longo da história e as suas diferenças em cada grupo. Também citando o medo como patologia, como a síndrome do pânico, e o medo como prazer.




"Em um sentido estrito do termo, o medo é concebido como uma emoção-choque devido à percepção de perigo presente e urgente que ameaça a preservação daquele indivíduo. Provoca, então, uma série de efeitos no organismo que o tornam apto a uma reação de defesa como a fuga, por exemplo." (Parte retirada do texto, no primeiro sub-título)





Indo desde o começo do medo como mecanismo de defesa e terminando como reflexo da sociedade. Esse artigo aborda o contexto do medo em seus mais diversos meios e cita exemplos quase tão assustadores quanto os filmes de terror. A autora nos apresenta que o medo é o reflexo da sociedade e vai além de apenas um mecanismo biológico de defesa.


O nosso melhor exemplo de texto sobre fisiologia do medo. Para ter acesso ao artigo, clique aqui.

Você gosta realmente de conteúdo de terror?
Conheça então o canal no youtube Freak Tv, com vídeos especializados no assunto. Esse canal, produzido pelo casal Lana Burns e Milho Wonka, conta com vídeos sobre cinema, livros e contos de terror.


Com narração e climatização profissionais, os contos de terror são a melhor pedida para os que curtem sentir arrepios a qualquer hora do dia. As críticas de cinema e de livros são ótimos para ficar por dentro das novidades da temática de terror.

Confira alguns dos trabalhos do canal e espero que vocês sintam medo!







O longa-metragem de suspense nacional foi dirigido por J. C. Feyer, sendo apresentado no evento "CCXP - Comic Con Experience" em 2016, e tem sua estreia prevista para o dia 18 de maio de 2017. Não perca! O elenco é composto por nomes como Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes, Claudia Abreu, Felipe Camargo, Jonas Bloch, Alice Wegmann, Érico Brás e Gustavo Novaes.

Para assistir ao primeiro trailer, clique aqui.

 A trama é baseada em João Rocha (Rafael Cardoso), um jovem e talentoso médico em ascensão, que acaba encarregado de uma tarefa ingrata: supervisionar a transferência de pacientes quando um hospital público da cidade do Rio de Janeiro é fechado por falta de verba. Quando tudo parece correr dentro da normalidade, uma das pacientes, criança, desaparece no meio da noite, levando João para uma jornada num mundo obscuro e perigoso.

 

Sinopse por: Adoro Cinema 
Para mais informações sobre o filme: Adoro Cinema e Omelete.


O medo é essencial em nossa vida. A sensação de medo chega às partes do cérebro que comandam as ações involuntárias, antes de alcançar o córtex: onde está o raciocínio. Trata-se de uma proteção natural, sem a qual não teríamos qualquer reação diante de situações de perigo.


Imagem da matéria online, link embaixo.


Mas por que algumas pessoas sentem prazer ao sentir medo? É disso que se trata a matéria da revista Galileu.
Segundo o artigo, os sustos provocados por filmes de terror fazem com que o nosso corpo receba uma alta carga de hormônios, e o alívio de sabermos que aquilo não foi real, suspende a produção das substancias, fazendo com que nos recuperemos "do susto". Mas o processo é rápido e repetitivo, causando fortes emoções. Com as diferentes reações, pode-se entender como algumas pessoas procuram tanto esse prazer, e outras simplesmente não entendem a graça de assistir a filmes do gênero.

Para ver a matéria completa, clique aqui.

Dia 23 de maio às 14:30h é nosso tão esperado seminário de abertura! A entrada será franca e após seu encerramento haverá a abertura oficial da exposição, que ficará aberta por 2 semanas e com visitação gratuita.
Buscando trazer para debate a trajetória, repercussões e caraterísticas do gênero Terror nos filmes, bem como o entendimento acerca de seu principal motor, o medo, convidamos três especialistas para nos auxiliarem nas discussões sobre este gênero cinematográfico no seminário. Oferecemos a todos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre nossos palestrantes e os assuntos abordados por eles durante o evento:  


FERNANDO TOSTE

Título : “Encruzilhadas: Perspectivas Sobre o Cinema De Horror no Brasil”

Resumo: Um panorama histórico da produção de filmes de horror brasileiros e de sua inserção cultural e comercial no cenário da cinematografia local ao longo das décadas, com uma especial ênfase no momento atual. Debatendo o papel da cinefilia e da nova geração de cineastas e produtores na recente onda de filmes de gênero, o palestrante investiga, a partir de suas experiências profissionais e pessoais, o atual momento do horror brasileiro e seus possíveis desdobramentos.

Currículo: Fernando Toste é formado em Cinema pela UFF. Como crítico, teve passagens por veículos como a Contracampo, Revista Cinética e TwitchFilm. Idealizou e produziu o RioFan - Festival Internacional de Cinema Fantástico do Rio entre 2007 e 2012, atuando como diretor e programador-chefe. Sua recente tentativa de trabalhar como roteirista foi eternizado nas telas por Jack Nicholson e Stanley Kubrick, no filme O Iluminado. 


HERNANI HEFFNER

Título: "O horror no cinema - uma visão panorâmica"

Resumo: Fruto da modernidade ocidental, a narrativa de horror emerge no século XVIII e alcança notável notoriedade com o cinema, a sobretudo do Expressionismo alemão, na década de 1920 no século passado. Em uma apresentação sintética apresentaremos três momentos de sua trajetória: os primórdios, envolvendo o Expressionismo, o "terror" clássico hollywoodiano e a influência da psicanálise na transição para o cinema moderno; o período clássico, com os fantasmas orientais, os psicopatas do primeiro mundo e os "selvagens/monstros" do terceiro mundo; e o contemporâneo, surgido com o cinema maneirista dos anos 1970 e metaforizado nos zumbis, criaturas, ciborgues, exterminadores, etc. da cena atual.

Mini-currículo: Hernani heffner é Conservador-Chefe da Cinemateca do MAM e professor de História do Cinema da Puc Rio


CARLOS ROBERTO OLIVEIRA

Título: “PELA ESTRADA AFORA…”

Resumo: Do olhar de Medusa ao grito de Pan, o medo toma múltiplas e variáveis formas.  Fisiológico ou patológico,  não tem maiores dificuldades para transpor a discutível fronteira natural/sobrenatural. Sendo desde cedo ensinado, torna-se peça chave no controle e manipulação das massas. De nascimento tão obscuro quanto sua etimologia, em última instância, aponta para a morte. Vivendo entre tótens e tabus, conjuga-se bem com visitas de pestes e doenças, enquanto ceifam populações inteiras, arruínam heróis temerários e pastores incompetentes, sobretudo, em períodos de crise social.

Currículo: Carlos Roberto Oliveira, médico, pesquisador, professor do Departamento de Saúde Coletiva – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em Medicina Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Doutor em Ciências pela FioCruz/Johann Wolfgang Göethe Universität/Frankfurt. Desenvolve pesquisas sobre Bioética e Mídia, além de tradutor e escritor.