Sejam eles monstros, extraterrestres, médicos, fantasmas, assassinos, zumbis ou palhaços, personagens de histórias aterrorizantes pertencentes a diversas épocas são propagados até os dias de hoje e seguem tendo suas memórias ressignificadas à medida que as evocamos com nosso olhar do tempo presente que levanta questões que se relacionam a muitos aspectos de nossas vidas coletivas ou mesmo em nossos íntimos.
Quando nos acomodamos numa poltrona de cinema no início de um filme de terror, é quase como se fosse criado no espaço um sentimento de coletividade, ouvem-se alguns risinhos angustiados, uma outra conversa ali, mas porque de certa forma um sentimento nos une: o medo.
Este estado pelo qual estamos sujeitos é um dos mais primitivos e essenciais para nossa sobrevivência e vida em sociedade. Quando analisado para além das reações químicas e fisiológicas ocorridas em nossos corpos, a experiência causada ao se assistir um filme de terror pode nos ajudar a resolver e até mesmo ser crucial para entender questões relacionadas à política, tecnologia, comportamento, indústria e história do cinema, arte e pedagogia. Além de ainda hoje ser estudado por filósofos e teóricos, amantes do gênero seguem a refiná-lo e reinventá-lo a cada produção, numa busca incessável pelo medo extremo.
Sendo assim, pedimos a todos que desliguem seus celulares, as saídas de emergência encontram-se nas laterais. Agarre-se na cadeira, pegue sua pipoca que em breve vem aí: Cine Terror!
- Não tenha medo do escuro...
